O povo quer saber: vai ou não vai ter a Festa do Divino?


Foto: A7 Produtora
A população de Poções se pergunta quais os critérios de seleção utilizados pelo Governo Municipal para definir seus investimentos em cultura. A dúvida surge diante da possibilidade da não realização da tradicional Festa do Divino, padroeiro da cidade, realizada há mais de 140 anos e paralisada durante a pandemia. Agora, mesmo depois de o Governador do Estado, Rui Costa, ter liberado a realização das festas e do São João, ainda assim a Prefeitura se recusa a realizar o evento que movimentaria o cenário econômico da cidade. A questão financeira do município não foi avaliada da mesma forma com os gastos anteriores, que ainda deixam o poçoense com um nó na garganta. Cerca de 500 mil reais foram gastos no final do ano passado com a iluminação e decoração natalina. Os custos incluem artistas, mão de obra, funcionários que trabalharam um ano inteiro fazendo decorações com material reciclável e as luzes, propriamente ditas. Mais recentemente outro escândalo: o pagamento de um cachê de 70 mil reais para um palestrante que veio participar da Semana Pedagógica dos professores da Rede Municipal. E aqui, retorna a dúvida que abriu essa matéria: quais os critérios utilizados para os investimentos em cultura? Por que se gasta tanto com coisas supérfluas em detrimento à realização da festa centenária, que envolve fé, lazer, diversão, arte, cultura e o início da recuperação da economia local? Será que não está na hora de ter bom senso e deixar com que o povo e os comerciantes celebrem a esperança de um 2022 melhor? O Portal Poções, como veículo sério e imparcial, aguarda uma resposta do Governo Municipal para tais questionamentos.
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