Operação Cartão Vermelho: Fonte Nova foi superfaturada em R$ 450 mi, diz PF


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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (26) uma operação para investigar supostas irregularidades em contratos envolvendo serviços de demolição, reconstrução e gestão do estádio Arena Fonte Nova, em Salvador, na Bahia. O apartamento do ex-governador da Bahia e atual secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia, Jaques Wagner, no Corredor da Vitória, em Salvador, foi um dos alvos das buscas. A chamada, operação Cartão Vermelho, tem com base um laudo pericial. A PF informou que o caso pode ter resultado em um superfaturamento que superaria R$ 450 milhões. Grande parte desses recursos teria como destino o pagamento de propina e financiamento de campanhas eleitorais. De acordo com a instituição federal, sete mandados de busca e apreensão – expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região – estão sendo cumpridos em órgãos públicos, empresas e endereços residenciais dos envolvidos no esquema criminoso. “O objetivo é possibilitar a localização e a apreensão de provas complementares dos desvios nas contratações públicas, do pagamento de propinas e da lavagem de dinheiro”, informou a PF, por meio de nota. As apurações feitas pela polícia apontam que as irregularidades beneficiaram o consórcio Fonte Nova Participações (FNP) – formado pelas empresas Odebrecht e OAS. O advogado de Jaques Wagner Pablo Domingues disse que deve realizar uma coletiva de imprensa sobre o assunto ainda nesta segunda-feira.
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