BRASIL: VICE-PRESIDENTE MICHEL TEMER DEIXA O DIA A DIA DA ARTICULAÇÃO POLÍTICA

Foto: Reprodução
Michel Temer estava insatisfeito com as dificuldades para honrar compromissos com aliados e era pressionado por grupos do PMDB, partido que ele preside, a sair da linha de frente das negociações, mas foi convencido pela presidente Dilma a tomar uma decisão intermediária. Temer decidiu se afastar das negociações do dia a dia da política. Ele não vai mais conduzir conversas sobre a distribuição de cargos e pagamento de emendas, mas vai ficar na articulação dos momentos importantes, como as votações fundamentais para o governo. O líder do governo no Senado acha que o vice-presidente ainda terá papel de destaque nas negociações. “Eu acredito que pode realmente continuar dando uma contribuição imprescindível. Nós já tivemos muitos avanços, conseguimos votar a maior parte do ajuste fiscal e isso em grande parte se deveu a participação dele”, declarou o senador Humberto Costa (PT/PE).
O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, outra liderança do PMDB e braço direito de Temer na articulação política, também vai deixar a negociação mais direta com o Congresso, em setembro, um cenário que desagrada Dilma, mas que agrada muito o presidente da Câmara, que também é do PMDB e que rompeu com o governo.
“Eu acho que isso estimula ainda mais a nossa antecipação de Congresso que foi marcado para muito tarde. Eu defendo a saída do PMDB do governo. Eu acho que o PMDB deve sair do governo”, afirmou o deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), presidente da Câmara dos Deputados.
Apesar disso, o PT está cauteloso quando o assunto é pressionar pela saída de Eduardo Cunha do comando da Câmara. O presidente do partido, Rui Falcão, foi à Brasília para desaconselhar a queda-de-braço com o deputado.
A ideia é esperar para ver se o Supremo Tribunal Federal vai abrir processo contra Cunha por denúncia de envolvimento no desvio de dinheiro da Petrobras. HORA 1
(77) 98150-5255









