{"id":89187,"date":"2021-05-02T10:38:22","date_gmt":"2021-05-02T13:38:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adelsonmeira.com.br\/?p=89187"},"modified":"2021-05-02T10:38:22","modified_gmt":"2021-05-02T13:38:22","slug":"covid-19-brasil-chega-a-400-mil-mortos-e-com-risco-de-terceira-onda-a-vista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/2021\/05\/02\/covid-19-brasil-chega-a-400-mil-mortos-e-com-risco-de-terceira-onda-a-vista\/","title":{"rendered":"COVID-19: Brasil chega a 400 mil mortos e com risco de terceira onda \u00e0 vista"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_89188\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-89188\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-89188\" src=\"https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image_processing20200422-23357-3r4a89.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"410\" srcset=\"https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image_processing20200422-23357-3r4a89.jpeg 600w, https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image_processing20200422-23357-3r4a89-300x205.jpeg 300w, https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image_processing20200422-23357-3r4a89-320x218.jpeg 320w, https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image_processing20200422-23357-3r4a89-160x110.jpeg 160w, https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/image_processing20200422-23357-3r4a89-400x273.jpeg 400w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><p id=\"caption-attachment-89188\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil ultrapassou hoje a marca de\u00a0<strong>400 mil mortos pela covid-19<\/strong>\u00a0com um patamar ainda alto de\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/coronavirus-numero-de-casos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-id=\"112\" data-m=\"{&quot;i&quot;:112,&quot;p&quot;:110,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:2}\"><strong>\u00f3bitos di\u00e1rios<\/strong><\/a>\u00a0e \u00edndices de mobilidade crescentes, o que, para especialistas, aumenta o risco de o Pa\u00eds ter uma<strong>\u00a0terceira onda<\/strong>\u00a0da\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/coronavirus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-id=\"113\" data-m=\"{&quot;i&quot;:113,&quot;p&quot;:110,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:3}\"><strong>pandemia<\/strong><\/a> antes de atingir a imunidade de rebanho pela vacina\u00e7\u00e3o. Com o registro de 1.678 novos registros de \u00f3bitos de ontem at\u00e9 as 13 horas desta quinta-feira, 29, o Pa\u00eds j\u00e1 acumula 400.021 v\u00edtimas da doen\u00e7a. Para cientistas especializados em epidemiologia e virologia ouvidos pelo\u00a0<strong>Estad\u00e3o<\/strong>, a reabertura precipitada das atividades econ\u00f4micas antes de uma queda sustentada de casos, interna\u00e7\u00f5es e mortes favorece que as taxas de transmiss\u00e3o voltem a crescer, com risco maior do surgimento de novas variantes de preocupa\u00e7\u00e3o. Com isso, o intervalo entre a segunda e uma eventual terceira onda seria menor do que o observado entre o primeiro e o segundo picos. Estados como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul autorizaram nas \u00faltimas semanas a reabertura de servi\u00e7os como bares, restaurantes e sal\u00f5es de beleza mesmo com taxas de ocupa\u00e7\u00e3o hospitalar consideradas cr\u00edticas (a partir de 80%). Segundo o \u00faltimo boletim do Observat\u00f3rio Covid-19, da Fiocruz, 21 unidades da federa\u00e7\u00e3o t\u00eam taxa de ocupa\u00e7\u00e3o igual ou superior a 80%. Em dez delas, o \u00edndice ultrapassa os 90%.<!--more--><\/p>\n<p>\u201cNos n\u00edveis em que o v\u00edrus circula hoje, esse per\u00edodo entre picos pode ser abreviado, sim. J\u00e1 vimos esse efeito em algumas localidades na virada do ano. A circula\u00e7\u00e3o em n\u00edveis altos favorece isso\u201d, diz o virologista Fernando Spilki, coordenador da Rede Corona\u00f4mica, for\u00e7a-tarefa de laborat\u00f3rios que faz o monitoramento gen\u00e9tico de novas cepas.<\/p>\n<p>Em 2020, ap\u00f3s o pico da primeira onda, o n\u00famero de casos e mortes come\u00e7ou a cair entre julho e agosto para ter novo aumento a partir de novembro. O surgimento de uma nova cepa do v\u00edrus (P.1) em Manaus colapsou o sistema amazonense em janeiro e provocou a mesma cat\u00e1strofe em quase todos os Estados do Pa\u00eds entre fevereiro e mar\u00e7o deste ano.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos dois meses foram os piores da pandemia at\u00e9 aqui. No ano passado, o Pa\u00eds demorou quase cinco meses para atingir os primeiros 100 mil mortos, outros cinco meses para chegar aos 200 mil e dois meses e meio para alcan\u00e7ar as 300 mil v\u00edtimas. A triste marca dos 400 mil \u00f3bitos veio apenas 36 dias depois.<\/p>\n<p>E os dados dos \u00faltimos dias indicam que a queda das interna\u00e7\u00f5es e mortes iniciada h\u00e1 tr\u00eas semanas j\u00e1 apresenta estagna\u00e7\u00e3o. O mais prov\u00e1vel agora \u00e9 que os \u00edndices se estabilizem em n\u00edveis elevados, com 2 mil a 3 mil mortes di\u00e1rias, ou voltem a crescer, projeta o estat\u00edstico e pesquisador em sa\u00fade p\u00fablica da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) Leonardo Bastos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cAgora era a hora de segurar mais, fazer uma reabertura mais lenta e planejada. Esse aumento de mobilidade e contato entre as pessoas pode levar a uma manuten\u00e7\u00e3o do n\u00famero de hospitaliza\u00e7\u00f5es em um patamar super alto, o que \u00e9 p\u00e9ssimo, porque sobrecarrega o sistema de sa\u00fade. Do jeito que est\u00e1, a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 se vai acontecer uma nova onda, mas quando\u201d, diz o especialista.<\/p>\n<p>Como exemplo de como uma nova variante pode provocar grandes surtos em um intervalo curto de tempo, o especialista da Fiocruz cita o caso do Rio. Ele considera que o Estado j\u00e1 viveu tr\u00eas ondas. Al\u00e9m da primeira, entre maio e junho de 2020, os munic\u00edpios fluminenses sofreram um segundo pico em dezembro, com o surgimento da variante P.2, e uma nova alta em mar\u00e7o deste ano, com a emerg\u00eancia da P.1. \u201cTalvez a pr\u00f3xima onda n\u00e3o seja s\u00edncrona em todo o Pa\u00eds, mas poderemos ter surtos em diferentes locais\u201d, opina Bastos.<\/p>\n<p>Para Spilki, o aumento nas taxas de mobilidade e relaxamento das medidas de prote\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 elevam as taxas de transmiss\u00e3o como facilitam o surgimento de variantes mais transmiss\u00edveis ou letais. \u201cA variante P.1 e outras n\u00e3o s\u00e3o entes est\u00e1ticos, podem evoluir e se adaptar a novos cen\u00e1rios com o espa\u00e7o que vem sendo dado para novos casos\u201d, diz ele. Desde novembro, relata o especialista, j\u00e1 foram identificadas\u00a0<strong>oito novas variantes originadas no Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>O epidemiologista Paulo Lotufo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FMUSP), tamb\u00e9m destaca que, mesmo com a queda de casos e mortes nas \u00faltimas tr\u00eas semanas, o Brasil est\u00e1 longe de vislumbrar um controle da pandemia.<\/p>\n<p>\u201cHouve arrefecimento do n\u00famero de casos e mortes pelas medidas de distanciamento social realizadas \u00e0s duras custas. No momento, o retorno \u00e0s outras fases de distanciamento \u00e9 preocupante, principalmente na pr\u00f3xima semana, com aumento da procura de lojas pelo Dia das M\u00e3es e tamb\u00e9m pela frequ\u00eancia maior de encontros sem a prote\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria, como j\u00e1 aconteceu no Natal\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Os especialistas acham improv\u00e1vel que a imuniza\u00e7\u00e3o consiga contemplar a maioria da popula\u00e7\u00e3o antes de uma nova onda. \u201cA vacina\u00e7\u00e3o segue lenta, com interrup\u00e7\u00f5es e falhas de esquema, como falta de doses para refor\u00e7o, o que \u00e9 mais um complicador no que tange a frear a dissemina\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o de variantes\u201d, comenta o virologista.<\/p>\n<p>Para os cientistas, as medidas necess\u00e1rias para minimizarmos o risco de um novo tsunami de casos e mortes s\u00e3o as mesmas preconizadas desde o in\u00edcio da pandemia: uso de m\u00e1scara (se poss\u00edvel, PFF2), distanciamento social, prefer\u00eancia por ambientes ventilados, rastreamento e isolamento de pessoas infectadas, al\u00e9m da acelera\u00e7\u00e3o da campanha de vacina\u00e7\u00e3o, que esbarra na escassez de doses.<\/p>\n<p>Eles destacam que, embora a comunidade cient\u00edfica alerte h\u00e1 meses para quais medidas funcionam para barrar o coronav\u00edrus, o Pa\u00eds segue sendo v\u00edtima de posturas negligentes do governo federal e de algumas administra\u00e7\u00f5es estaduais e municipais.<\/p>\n<p>Mesmo durante o colapso do sistema de sa\u00fade e o agravamento da pandemia nos \u00faltimos meses, o presidente Jair Bolsonaro segue circulando sem m\u00e1scara, provocando aglomera\u00e7\u00f5es e promovendo rem\u00e9dios sem efic\u00e1cia contra a covid. Em v\u00e1rias ocasi\u00f5es ao longo do \u00faltimo ano, o presidente minimizou o n\u00famero de v\u00edtimas da doen\u00e7a com frases como \u201cE da\u00ed?\u201d e \u201cN\u00e3o sou coveiro\u201d.<\/p>\n<p>Seu governo, um dos alvos da CPI da covid, tamb\u00e9m segue se posicionando contra a ado\u00e7\u00e3o de quarentenas como meio de barrar a transmiss\u00e3o e \u00e9 acusado de lentid\u00e3o no fechamento de contratos com fabricantes de vacinas, o que impede que a campanha de imuniza\u00e7\u00e3o deslanche. \u201cNesse cen\u00e1rio, n\u00e3o vejo possibilidade de n\u00e3o termos mais ondas. As medidas de controle seguem as mesmas, mas, lamentavelmente, n\u00e3o est\u00e3o sendo aplicadas\u201d, conclui Spilki.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil ultrapassou hoje a marca de\u00a0400 mil mortos pela covid-19\u00a0com um patamar ainda alto de\u00a0\u00f3bitos di\u00e1rios\u00a0e \u00edndices de mobilidade crescentes, o que, para especialistas, aumenta o risco de o Pa\u00eds ter uma\u00a0terceira onda\u00a0da\u00a0pandemia antes de atingir a imunidade de rebanho pela vacina\u00e7\u00e3o. Com o registro de 1.678 novos registros de \u00f3bitos de ontem at\u00e9 as 13 horas desta quinta-feira, 29, o Pa\u00eds j\u00e1 acumula 400.021 v\u00edtimas da doen\u00e7a. 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