{"id":70631,"date":"2018-02-22T23:52:43","date_gmt":"2018-02-23T02:52:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adelsonmeira.com.br\/?p=70631"},"modified":"2018-02-22T23:52:43","modified_gmt":"2018-02-23T02:52:43","slug":"brasil-amazonia-esta-perto-de-alcancar-limite-areas-podem-se-tornar-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/2018\/02\/22\/brasil-amazonia-esta-perto-de-alcancar-limite-areas-podem-se-tornar-cerrado\/","title":{"rendered":"Brasil: Amaz\u00f4nia est\u00e1 perto de alcan\u00e7ar limite; \u00e1reas podem se tornar Cerrado"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_70632\" style=\"width: 619px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-70632\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-70632\" src=\"https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/39705795_303.jpg\" alt=\"\" width=\"609\" height=\"343\" srcset=\"https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/39705795_303.jpg 700w, https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/39705795_303-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/39705795_303-400x225.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 609px) 100vw, 609px\" \/><p id=\"caption-attachment-70632\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desmatamento da Amaz\u00f4nia est\u00e1 pr\u00f3ximo de atingir um limite que pode levar regi\u00f5es da floresta a passar por mudan\u00e7as irrevers\u00edveis, fazendo a paisagem tornar-se mais parecida com a do cerrado, com vegeta\u00e7\u00e3o rala e esparsa, al\u00e9m de baixa biodiversidade. A altera\u00e7\u00e3o foi sinalizada em artigo publicado nesta quarta-feira (21) na revista Science Advances, assinado pelo professor da George Mason University (EUA), Thomas Lovejoy, e pelo coordenador do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia para Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (INCTs),\u00a0Carlos Nobre. \u201cO sistema amaz\u00f4nico est\u00e1 prestes a atingir um ponto de inflex\u00e3o\u201d, afirmou Lovejoy \u00e0 ag\u00eancia FAPESP (Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo). Os dois pesquisadores apontam que estudos realizados pelo professor Eneas Salati, j\u00e1 demonstraram na d\u00e9cada de 1970 que a Amaz\u00f4nia gera aproximadamente metade de suas pr\u00f3prias chuvas, o que suscitou a quest\u00e3o de qual seria o n\u00edvel de desmatamento a partir do qual haveria a degrada\u00e7\u00e3o do ciclo hidrol\u00f3gico da regi\u00e3o, de forma a n\u00e3o permitir a exist\u00eancia dos ecossistemas da floresta tropical. Os primeiros modelos criados para estudar esse limiar apontam que o ponto de inflex\u00e3o seria atingido quando o desmatamento da floresta amaz\u00f4nica alcan\u00e7asse 40%. Chegando a esse limite, as regi\u00f5es Central, Sul e Leste da Amaz\u00f4nia passariam a ter menos chuvas e uma esta\u00e7\u00e3o seca mais longa. Outra consequ\u00eancia \u00e9 a mudan\u00e7a da apar\u00eancia na vegeta\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es Sul e Leste, que poderiam se tornar semelhantes \u00e0 de savanas. Outros fatores destacados pelos estudos s\u00e3o as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e o uso indiscriminado de fogo por agropecuaristas durante per\u00edodos secos, com o objetivo de preparar a \u00e1rea para abrigar pastagens. Um estudo realizado por Nobre e outros pesquisadores do Inpe, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), e publicado em 2016 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, calculou que a combina\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas fatores indica que h\u00e1 um novo ponto de inflex\u00e3o que afetaria ecossistemas na Amaz\u00f4nia oriental, Sul e Central: 20% a 25% de desmatamento. \u201cApesar de n\u00e3o sabermos o ponto de inflex\u00e3o exato, estimamos que a Amaz\u00f4nia est\u00e1 muito pr\u00f3xima de atingir esse limite irrevers\u00edvel. A Amaz\u00f4nia j\u00e1 tem 20% de \u00e1rea desmatada, equivalente a 1 milh\u00e3o de quil\u00f4metros quadrados, ainda que 15% dessa \u00e1rea [150 mil km2] esteja em recupera\u00e7\u00e3o\u201d, detalhou Nobre. \u201cSe for zerado o desmatamento na Amaz\u00f4nia e o Brasil cumprir seu compromisso de reflorestamento, em 2030 as \u00e1reas totalmente desmatadas na Amaz\u00f4nia estariam em torno de 16% a 17%\u201d, acrescentou Nobre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desmatamento da Amaz\u00f4nia est\u00e1 pr\u00f3ximo de atingir um limite que pode levar regi\u00f5es da floresta a passar por mudan\u00e7as irrevers\u00edveis, fazendo a paisagem tornar-se mais parecida com a do cerrado, com vegeta\u00e7\u00e3o rala e esparsa, al\u00e9m de baixa biodiversidade. 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