{"id":30899,"date":"2014-11-02T20:40:12","date_gmt":"2014-11-02T23:40:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adelsonmeira.com.br\/v1\/?p=30899"},"modified":"2014-11-02T20:40:12","modified_gmt":"2014-11-02T23:40:12","slug":"aquecimento-global-se-nao-houver-acao-imediata-sera-tarde-demais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/2014\/11\/02\/aquecimento-global-se-nao-houver-acao-imediata-sera-tarde-demais\/","title":{"rendered":"AQUECIMENTO GLOBAL: SE N\u00c3O HOUVER A\u00c7\u00c3O IMEDIATA, SER\u00c1 TARDE DEMAIS"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_30900\" style=\"width: 567px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-30900\" loading=\"lazy\" class=\" wp-image-30900\" src=\"http:\/\/www.adelsonmeira.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/ipcc.jpg\" alt=\"IPCC Giselle Garcia\/Ag\u00eancia Brasil\" width=\"557\" height=\"372\" \/><p id=\"caption-attachment-30900\" class=\"wp-caption-text\">IPCC Giselle Garcia\/Ag\u00eancia Brasil<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A s\u00edntese do\u00a05\u00ba Relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas\u00a0(IPCC, da sigla em ingl\u00eas), divulgado hoje (2), em Copenhague, na Dinamarca, mostra que se n\u00e3o houver a\u00e7\u00e3o imediata das na\u00e7\u00f5es para frear o aquecimento global, em pouco tempo, n\u00e3o haver\u00e1 muito o que fazer. \u201cSe as taxas de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa continuarem aumentando, os meios de adapta\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e3o suficientes\u201d, aponta o documento. \u201cTemos uma janela de oportunidade, mas ela \u00e9 muito curta. O relat\u00f3rio mostra isso. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas n\u00e3o deixar\u00e3o nenhuma parte do globo intacta\u201d, enfatizou o presidente do IPCC, Rajendra Pachauri, durante a apresenta\u00e7\u00e3o da s\u00edntese. Ele ressaltou que ainda h\u00e1 meios para frear as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e construir um futuro mais pr\u00f3spero e sustent\u00e1vel, mas que a comunidade internacional precisa levar a quest\u00e3o a s\u00e9rio. O relat\u00f3rio, elaborado com a participa\u00e7\u00e3o de mais de 800 cientistas de 80 pa\u00edses, mostra que a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, respons\u00e1vel\u00a0pelo aquecimento global, tem aumentado desde a era pr\u00e9-industrial, como consequ\u00eancia do crescimento econ\u00f4mico e da popula\u00e7\u00e3o. De 2000 a 2010, indica o documento, as emiss\u00f5es foram as mais altas da hist\u00f3ria. \u201cA acumula\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono, metano e \u00f3xido nitroso na atmosfera alcan\u00e7aram n\u00edveis sem precedentes nos \u00faltimos 800 anos\u201d.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 2000 e 2010, a produ\u00e7\u00e3o de energia por meio da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis foi respons\u00e1vel por 47% da emiss\u00e3o globais de gases de efeito estufa. A ind\u00fastria respondeu por 30%, o transporte por 11% e as constru\u00e7\u00f5es por 3%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pachauri enfatizou, ao longo da apresenta\u00e7\u00e3o, que\u00a0emiss\u00f5es continuadas\u00a0tem levado a\u00a0um aquecimento global cont\u00ednuo,\u00a0ao\u00a0derretimento das geleiras e\u00a0ao\u00a0consequente aumento do n\u00edvel do mar. Nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas foram registrados sucessivos aquecimentos na superf\u00edcie da Terra, sem precedentes desde 1850. O per\u00edodo entre 1983 e 2012 foi o mais quente dos \u00faltimos 800 anos no Hemisf\u00e9rio Norte,\u00a0de acordo com a s\u00edntese. O aquecimento m\u00e9dio global combinado da Terra e dos oceanos no per\u00edodo de 1880 a 2012 foi 0,85 grau Celsius (\u00b0C).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O derretimento\u00a0das geleiras, em especial na Groel\u00e2ndia e na Ant\u00e1rtida, geraram o aumento do n\u00edvel do mar em 19 cent\u00edmetros de 1991 a 2010. O n\u00famero \u00e9 maior do que os registrados nos \u00faltimos dois mil\u00eanios.\u00a0O relat\u00f3rio alerta, tamb\u00e9m, para a acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos em 26% por causa da apreens\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico da atmosfera, o que pode\u00a0ter impacto\u00a0grave sobre\u00a0os ecossistemas mar\u00edtimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao fazer proje\u00e7\u00f5es para o futuro, os cientistas\u00a0preveem\u00a0impactos severos e irrevers\u00edveis para a humanidade e para os ecossistemas. \u201cSe n\u00e3o frearmos as\u00a0mudan\u00e7as clim\u00e1ticas,\u00a0elas ampliar\u00e3o os riscos j\u00e1 existentes e criar\u00e3o novos riscos. Meios de vida ser\u00e3o interrompidos por tempestades, por inunda\u00e7\u00f5es decorrentes do aumento do n\u00edvel do mar e por per\u00edodos de seca e extremo calor. Eventos clim\u00e1ticos extremos podem levar a desagrega\u00e7\u00e3o das redes de infraestrutura e servi\u00e7os. H\u00e1 risco de inseguran\u00e7a alimentar, de falta de \u00e1gua, de perda de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e de meios de renda, particularmente em popula\u00e7\u00f5es mais pobres. H\u00e1 tamb\u00e9m risco de perda da biodiversidade dos ecossistemas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a s\u00edntese, mesmo se houver um esfor\u00e7o das na\u00e7\u00f5es para limitar o aquecimento da Terra a 2\u00b0C,\u00a0ainda assim, os efeitos continuar\u00e3o a ser sentidos por um longo tempo. \u201cOndas de calor v\u00e3o ocorrer com mais frequ\u00eancia e durar mais, e precipita\u00e7\u00f5es extremas se tornar\u00e3o mais intensas e frequentes, em mais regi\u00f5es. Os oceanos v\u00e3o continuar a se aquecer e acidificar e o n\u00edvel do mar continuar\u00e1 a subir\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio enfatiza que, para frear as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e gerenciar os seus riscos, \u00e9 preciso que as na\u00e7\u00f5es promovam a\u00e7\u00f5es combinadas de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o. \u201cRedu\u00e7\u00f5es substanciais nas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas podem diminuir os riscos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e melhorar a possibilidade de adapta\u00e7\u00e3o efetiva \u00e0s condi\u00e7\u00f5es existentes\u201d. Os cientistas reconhecem, entretanto, que essas redu\u00e7\u00f5es demandar\u00e3o mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas, econ\u00f4micas, sociais e institucionais consider\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o secret\u00e1rio-geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, Ban Ki-moon, que participou da apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, \u00e9 preciso agir imediatamente. \u201cO tempo n\u00e3o est\u00e1 a nosso favor. Vamos trabalhar juntos para construir um mundo mais sustent\u00e1vel. Vamos preservar o nosso planeta Terra e promover desenvolvimento de maneira sustent\u00e1vel\u201d, disse. Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A s\u00edntese do\u00a05\u00ba Relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas\u00a0(IPCC, da sigla em ingl\u00eas), divulgado hoje (2), em Copenhague, na Dinamarca, mostra que se n\u00e3o houver a\u00e7\u00e3o imediata das na\u00e7\u00f5es para frear o aquecimento global, em pouco tempo, n\u00e3o haver\u00e1 muito o que fazer. \u201cSe as taxas de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa continuarem aumentando, os meios de adapta\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e3o suficientes\u201d, aponta o documento. \u201cTemos uma janela de oportunidade, mas ela \u00e9 muito curta. O relat\u00f3rio mostra isso. 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