{"id":22298,"date":"2014-01-02T03:00:19","date_gmt":"2014-01-02T06:00:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.adelsonmeira.com.br\/v1\/?p=22298"},"modified":"2014-01-02T03:00:19","modified_gmt":"2014-01-02T06:00:19","slug":"bahia-reajuste-no-salario-minimo-causa-demissoes-em-prefeituras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.portaldosudoeste.com.br\/v1\/2014\/01\/02\/bahia-reajuste-no-salario-minimo-causa-demissoes-em-prefeituras\/","title":{"rendered":"BAHIA: REAJUSTE NO SAL\u00c1RIO M\u00cdNIMO CAUSA DEMISS\u00d5ES EM PREFEITURAS"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_22301\" style=\"width: 528px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-22301\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-22301\" alt=\"Esse reajuste significa um impacto de 14% a 15% a mais na folha\u201d,\" src=\"http:\/\/www.adelsonmeira.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/30.12-Sal\u00e1rio.jpg\" width=\"518\" height=\"291\" \/><p id=\"caption-attachment-22301\" class=\"wp-caption-text\">Esse reajuste significa um impacto de 14% a 15% a mais na folha\u201d,<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 678 para R$ 724 (6,78%) em 2014 aumenta o poder de compra, movimenta a economia e deixa uma parcela da popula\u00e7\u00e3o satisfeita. Mas a outra parcela vai ter muita dor de cabe\u00e7a e at\u00e9 problemas com a Justi\u00e7a. O maior exemplo s\u00e3o os prefeitos de grande parte dos munic\u00edpios baianos. A presidente da Uni\u00e3o dos Munic\u00edpios da Bahia (UPB), Maria Quit\u00e9ria, conta que a situa\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 n\u00e3o era f\u00e1cil, vai ficar ainda mais<br \/>\ndif\u00edcil neste ano. \u201cMais ou menos 60% da folha de pagamento das prefeituras \u00e9 de sal\u00e1rio m\u00ednimo. Esse reajuste significa um impacto de 14% a 15% a mais na folha\u201d, explica. Os n\u00fameros revelam um problema maior, pois, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, as prefeituras s\u00f3 podem gastar 54% de tudo o que arrecadam com a folha de pagamento. Com o aumento no sal\u00e1rio m\u00ednimo, a m\u00e9dia entre os as cidades baianas vai para 67% da receita. \u201cPara n\u00e3o ter problemas com o Tribunal de Contas, s\u00f3 resta aos gestores demitir alguns funcion\u00e1rios\u201d, diz Quit\u00e9ria. \u201cEm dezembro j\u00e1 foi uma leva. Aqueles que ainda n\u00e3o fizeram, v\u00e3o fazer agora em janeiro\u201d, acredita. Entre as prefeituras que j\u00e1 come\u00e7aram as demiss\u00f5es, ela cita Ilh\u00e9us, Lauro de Freitas, Itagi, Barreiras, D\u00e1rio Meira\u00a0 e Cardeal da Silva. Esta \u00faltima tem a pr\u00f3pria Maria Quit\u00e9ria como prefeita. \u201cO munic\u00edpio \u00e9 grande, mas tem uma popula\u00e7\u00e3o pequena. Arrecado R$ 1,4 milh\u00e3o por m\u00eas. Uma parte desse valor vem do Fundeb, que \u00e9 s\u00f3 para a educa\u00e7\u00e3o. Por lei, eu s\u00f3 poderia gastar 60% desse valor com o pagamento dos professores e outros funcion\u00e1rios, mas estava gastando 100%\u201d, justificou a gestora.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela reclama que outra fonte de renda, o Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios (FPM) n\u00e3o tem acompanhado os sucessivos aumentos do sal\u00e1rio m\u00ednimo e, por isso, as prefeituras, sobretudo as pequenas, est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o cada vez mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com\u00e9rcio Na iniciativa privada, tamb\u00e9m ser\u00e3o os pequenos que sofrer\u00e3o mais. Geraldo Cordeiro, presidente da Federa\u00e7\u00e3o das C\u00e2maras de Dirigentes Lojistas da Bahia, diz que o problema \u00e9 o mesmo das prefeituras: \u201cAs empresas de menor porte n\u00e3o conseguem ter um aumento de receitas compat\u00edvel com o aumento dos custos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele lembra que apesar de o setor ter um piso pr\u00f3prio, diferente do sal\u00e1rio m\u00ednimo, o reajuste acaba impactando da mesma forma. \u201cExistem categorias de ajudantes, por exemplo, que o piso n\u00e3o chegava a R$ 700. Agora vai ter que aumentar, porque n\u00e3o pode ficar abaixo do sal\u00e1rio m\u00ednimo\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele prev\u00ea que tamb\u00e9m haja demiss\u00f5es para equilibrar essa conta, apesar de n\u00e3o acreditar que este seja um movimento grande. \u201cAlgumas pessoas podem demitir por causa das dificuldades, mas n\u00e3o \u00e9 o caso de criar alarde\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese),\u00a0 48,2 milh\u00f5es de pessoas t\u00eam o rendimento atrelado ao sal\u00e1rio m\u00ednimo. Correio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 678 para R$ 724 (6,78%) em 2014 aumenta o poder de compra, movimenta a economia e deixa uma parcela da popula\u00e7\u00e3o satisfeita. Mas a outra parcela vai ter muita dor de cabe\u00e7a e at\u00e9 problemas com a Justi\u00e7a. O maior exemplo s\u00e3o os prefeitos de grande parte dos munic\u00edpios baianos. A presidente da Uni\u00e3o dos Munic\u00edpios da Bahia (UPB), Maria Quit\u00e9ria, conta que a situa\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 n\u00e3o era f\u00e1cil, vai ficar ainda mais dif\u00edcil neste ano. \u201cMais ou menos 60% da folha de pagamento das prefeituras \u00e9 de sal\u00e1rio m\u00ednimo. 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