Artistas e produtores denunciam suspeitas de corrupção na alocação de recursos da Lei Paulo Gustavo ao MPF

A Prefeitura Municipal de Poções, por meio da Coordenação de Cultura, revelou nesta quarta-feira (13) a lista de contemplação da Lei Paulo Gustavo, destinada a revigorar o setor cultural após os impactos da pandemia de covid-19. Com uma verba total de R$ 3,86 bilhões, Poções recebeu um montante significativo de 430 mil reais.
Contudo, a divulgação dos projetos aprovados desencadeou uma onda de críticas contra o governo da prefeita Nilda Magalhães. Produtores audiovisuais, artistas e organizadores culturais expressaram insatisfação, alegando favorecimento a amigos e aliados políticos por parte do coordenador do projeto.
Um produtor afirmou: “O resultado não passou de uma aberração. A falta de lisura no processo é evidente.” Outro artista denunciou a aprovação de três projetos, totalizando aproximadamente 100 mil reais, para uma única família, classificando a situação como absurda.
As críticas se intensificam devido à má distribuição dos recursos, contemplando segmentos não relacionados à produção audiovisual, como quadrilhas juninas, bandas de fanfarra e grupos sem atividades na área. Eles denunciam ainda que laranjas, pessoas que nunca atuaram no seguimento, vão receber recursos, enquanto profissionais do audiovisual que atuam há mais de 20 anos vão ficar de fora.
Diante das suspeitas de corrupção e das críticas generalizadas, diversos artistas e produtores audiovisuais preparam denúncias ao Ministério Público Federal, buscando esclarecimentos sobre a transparência e equidade na distribuição dos recursos destinados ao setor cultural em Poções.
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