Sul-Americana: Flamengo empata com o Independiente e perde a final
O Flamengo tinha tudo para salvar seu ano na noite de ontem. Jogou com o apoio de quase 60 mil torcedores, contou com o aguardado retorno de Everton e jogava por vitória no estádio aonde vem de longa invencibilidade. Mas não conseguiu. Ofensivo, mas sem conseguir criar chances claras de gol, o time rubro-negro empatou com o Independiente em 1 a 1 e viu os argentinos fazerem a festa, repetindo o que acontecera em 1995 pela Supercopa.
. .
As vaias, na verdade, são mais direcionadas ao ano como um todo do que à atuação de ontem. Não se pode dizer que não houve entrega. Seja com César, que sofreu um leve desmaio mas decidiu permanecer em campo; seja com Réver, que levou oito pontos na cabeça e, em determinado momento da partida, jogou a touca de proteção fora para poder cabecear melhor. Os rubro-negros entraram em campo com vontade de ser campeões.
O problema não estava na falta. Mas sim no excesso. De afobação e de ansiedade. Os jogadores abusaram das escolhas erradas e, muitas vezes, escolheram a jogada individual quando deveriam ter priorizado o coletivo. O Flamengo teve, pelo menos, três grandes chances desperdiçadas. Na melhor delas, Everton ficou cara a cara com Campaña e chutou nas mãos do goleiro.
O gol, não à toa, saiu numa jogada que passou por quatro rubro-negros. Aos 29m, Diego cobrou falta, Juan ajeitou, Réver cruzou e Paquetá aproveitou falha da defesa para concluir. Só que, dez minutos depois, o jovem Barco converteu como um experiente o pênalti cometido por Cuéllar e deixou tudo igual.
Para piorar a situação, desta vez a entrada de Vinícius Júnior não surtiu efeito. O Flamengo até fez um abafa no fim. E Réver chutou para fora quando o gol estava praticamente vazio. O gol que poderia manter vivo o sonho do título não veio. Ficaram as decepções.
(77) 98150-5255




