PROSTITUIÇÃO MORAL: VALOR OU PREÇO? OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS?
No galgar secular da evolução humana, o ser é eterna busca de desmistificação de tudo que o rodeia. No ápice da construção e descobrimento de seu mundo volta para si em perpétua indagação. Moral, Ética, Preços ou Valores. Qual a dignidade de sua sobrevivência? Nesta perquirição surge a Filosofia- o amor , o estudo da sabedoria –e como todos os estudos adquire sua significância ao transpor suas teorias na prática cotidiana. Maquiavel, filósofo renascentista, difundiu a máxima : “Os fins justificam os meios”. A mesma, em suas diversas interpretações, demonstrou Maquiavel quão a sua , como uma supremacia do alcance do poder e secundarização de princípios morais e éticos. Ocasionando o surgimento da adjetivação : maquiavélico – sinônimo de esperteza , astúcia , maldade. Atualmente a busca do próprio “ser “ e a multipolaridade de suas interpretações, inunda as variadas mídias . Os fins justificam os meios? A procura pelo poder de modo pernicioso alastra não somente a política dos poderes do Estado, mas, a convivência social com o mais próximo, a corrupção ética e a falta de respeito mútuo , a manipulação para aquisição de objetivos, a inverdade , a maledicência. A moral é um dogma humano. Difunde-se etimologias inclusive perante seu desconhecimento ou inexistência – amoral , imoral, moral. O ponto convergente de todas as crenças.

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A prostituição moral – a lepra do caráter do ser humano, tristemente presente de modo comum a nossa sociedade. Para suas aquisições , as pessoas tornam-se objetos e passam aferir-se preços, abdicam-se de seus valores. Etiquetam-se. A convivência e a reciprocidade moldam-se a um mercado – a lei da conveniência. Abdica-se a dádiva da honestidade , da veracidade, da oportunidade de evolução com as diversidades. Criou-se o mundo paralelo virtual, onde construiu-se trincheiras pelas telas em uma verdadeira guerra, talvez as telas tornaram-se mais seguras do que as costas. Ou não, um lembrete ao artigo 5º da Constituição Federal Pátria e 186 do Código Civil Brasileiro – Danos Morais. O que será ser , senão a busca por evolução? A busca pela verdade? Qual a diretriz da ilusão? Quem diz a verdade, não necessita de exacerbar o tempo nas explicações, que a inteligência seja unida a sabedoria. Que o ser humano , vise em seu próximo a espécie que assim o é, a maior mudança e que plenamente descansa sobre a nossa vontade é a interna. O seu legado será deixado por seus exemplos. Eternizando a verídica transformação. Lembremos dos três filtros de Sócrates – não apenas para a fala, mas as ações -o que diz tem a certeza da verdade? O que diz é sobre o bem? Resta-lhe alguma finalidade? Prostituição Moral: valor ou preço? Os fins justificam os meios?A colheita não subestima a verdadeira plantação. Marystela Alves, 19 , e Matheus Domingues, 19, estudantes do 3º período do curso de Direito do Unifeb
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